Raj Sisodia, professor de Empreendimentos Conscientes no Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, e Michael Geld, especialista em desenvolvimento organizacional, autores do livro ‘Empresas que Curam’, sugerem que as organizações devem ir além do lucro.
Segundo eles, empresas que investem em uma gestão humanizada, promovendo o alinhamento entre o perfil comportamental dos profissionais e suas funções, alcançam níveis superiores de motivação, produtividade e retenção de talentos – fatores que contribuem diretamente para maior rentabilidade.
O conceito além do lucro
Esse conceito se conecta a uma visão mais ampla de sucesso organizacional, em que o impacto social é parte fundamental do core business.
Para Sisodia e Geld, as empresas que curam não apenas geram riqueza, mas também buscam aliviar as dores da sociedade.
Isso é um diferencial das organizações tradicionais, onde os líderes e acionistas priorizam apenas o crescimento financeiro.
Ao promover uma cultura centrada em pessoas e propósitos, essas empresas criam ambientes de trabalho mais saudáveis, sustentáveis e inovadores, o que melhora tanto o engajamento quanto o desempenho das equipes.
Moldar comportamentos
O segredo, segundo os autores, está em ter as pessoas certas em lugares certos. É mais fácil ensinar habilidades técnicas – como o uso de ferramentas ou novos idiomas – que moldar comportamentos.
Em outras palavras, é como tentar transformar alguém tímido em um vendedor de alto desempenho. O esforço pode ser desproporcional e desgastante, tanto para o colaborador quanto para a empresa.
Líderes conscientes
Para isso dar certo, porém, as organizações precisam de líderes conscientes, que demonstrem empatia, inteligência emocional, visão de longo prazo e flexibilidade.
Sisodia e Geld defendem que é hora de abandonar o modelo de liderança baseado no controle e estresse, atualizando-o por uma abordagem que valoriza o bem-estar dos colaboradores.
Afinal, o verdadeiro poder da liderança é motivar as pessoas a alcançarem o seu potencial máximo. Em tempos de lideranças defendendo modelos antiquados de gestão, ou de empresas abrindo mão de suas políticas de DEII, deverá sair na frente quem entender que o futuro das empresas é humano. O que você pensa sobre isso?